E o vencedor do horror de Munique-72 é...

Uma reportagem que termina com uma declaração da viúva de um desses atletas e que expressava qualquer coisa como:
«Em memória dos mortos naquele dia negro, nós, as viúvas, juntamo-nos em 1996 e, na companhia dos 14 órfãos resultantes do ataque de Munique, marcámos presença nos Jogos de Atlanta. Sabia que, na cerimónia de inauguração, quando entrasse a delegação israelita, os aplausos deles [os órfãos] seriam comoventes... Perguntei-lhes o que fariam quando entrasse a delegação palestiniana. Responderam-me, timidamente, que aplaudiriam igualmente. Receava que assim não fosse. Mas, no momento em que entraram os atletas da Palestina, seres humanos que afinal nada tinham a ver com o sucedido anos antes, o aplauso deles e do público norte-americano foi ainda mais forte. Ainda mais comovente. Era a certeza de que, perante tal aplauso, o ódio, uma vez mais, não tinha vencido! E essa é a grande vitória que resulta da morte do meu marido, um grande atleta, um grande vencedor!»
8 Comments:
que força ah?
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poca, at 5:11 da manhã
Brutal, né? Grande senhora!
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Pim, at 1:01 da tarde
Fantastico mesmo....
bjs
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Seamoon, at 3:00 da tarde
porra, e eu que deixei a gravar e fostes já contar o fim!
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innocent bystander, at 4:22 da tarde
Ups, deixe lá amiga IB, a parte do meio é a melhor! Este é daqueles fins que se podem contar.
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Pim, at 12:13 da manhã
pois é, maravilha. já vi e revi. saravá.
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innocent bystander, at 12:55 da tarde
Vi há uns meses um documentário sobre esse acontecimento nos JO de Munique e depois o extermínio do grupo Setembro Negro, na altura ainda não se falava do filme, e eu não fazia a mínima ideia que tal coisa tinha acontecido durante uns JO. Foi interessante, já não me lembro se tinha esse mesmo relato de uma viúva.
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bonifaceo, at 1:09 da manhã
Pois, acho que o documentário já teria 3 ou 4 anos e eles agora aproveitaram a onda do filme para baralhar e voltar a dar.
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Pim, at 4:02 da manhã
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